sexta-feira, 23 de julho de 2010

4ºCapítulo

-Então Bia...você topa ou não?-perguntei,ancioso para saber qual seria sua resposta.
-Eu...é claro que aceito!-disse ela,sorrindo.
-Nossa,agora agente tem mais uma aliada!-exclamou Pedro,sorrindo.
-Pois é Pedro!Que bom que você aceitou Bia!Você pode nos ajudar muito!-disse.
-Eu que digo!Que bom que vocês me chamaram!Mas e aí,vocês tem alguma pista,alguma coisa assim?-perguntou Beatriz,entrando no assunto.
-Bom...um cara lá da nossa escola disse que leu na internet que os vizinhos escutaram vozes no dia do assassinato do vovô.Então,eu tô pensando em ir lá na casa de um desses vizinhos pra ver se eu descubro mais alguma coisa.-expliquei.
-Ótimo,muito bom!Mas quando agente vai lá?-perguntou ela.
-É,agente quer ir hoje!Agora.-disse,objetivo.
-Mas como eu vou fazer pra ir?A minha mãe ta aqui em casa.Hoje ela não foi trabalhar.-disse Bia.
-Bom,agente pode tentar dar uma desculpa!
-Beatriz...quem está aí?-perguntou tia Valéria,interrompendo a conversa.
Então,ficamos um olhando pra cara do outro sem saber o que dizer.Então,Pedro tomou a iniciativa e respondeu:
-Oi dona...tia...senhora!É que a Bia ta tão...triste...agente quer fazer um passeio sabe?-disse Pedro,tentando inventar uma mentira.
-Mas quem é você hein menino?-perguntou tia Valéria,desconfiada.
Então,vendo que ia dar confusão,entrei na conversa:
-Ele é meu amigo tia!Não se preocupa.É que eu to querendo ir ali numa lanchonete,para agente tomar um lanche sabe...-menti.
-Aaah,oi Felipe!Bom,se vai com você pode ser!Beatriz está mesmo precisando tomar um ar!A Gabi não tá!Saiu aí,acho que com umas amigas.Senão ela podia ir com vocês também né!?-disse ela.
-Pois é mãe!Agora agente tem que ir tá bom?-disse Beatriz.
-Tá bem filha,mas não demorem muito!Tchau e bom passeio!-despediu-se tia Valéria.
-Ta bom tia,tchau!-me despedi.
-Tchau dona...-despediu-se Pedro.
-Tchau mãe!-despediu-se Bia.
Então,fomos andando e tomamos um ônibus.Se de carro demorava uma hora pra chegar...imagine então de ônibus?Duas horas.Finalmente chegamos.
-Nossa,mas a casa do vô de vocês é longe pra caramba hein!-disse Pedro,se espreguiçando.
-Pois é...e aí Felipe?Qual é a casa que agente vai?-disse Bia.
-É,eu não sei...mas acho que naquela ali do lado!E o pior é que podem ter sido eles ou qualquer um dos vizinhos.Mas só tentando mesmo né...-disse.
-É,vamo lá!-disse Pedro.
Então,fomos andando e bati na porta.Uma moça atendeu.Ela parecia estar grávida,tava com uma barriguinha de uns quatro ou cinco meses.Ela atendeu:
-Pois não?
-Oi,meu nome é Felipe,e eu sou neto do senhor que morava aí do lado.Fiquei sabendo que um dos vizinhos ouviram alguma coisa sobre a morte do meu avô,que morava na casa aí do lado.-expliquei.
-Valeu por apresentar agente viu?-resmungou Pedro.
-Aah sim,e esses são meu amigo Pedro...e minha prima Beatriz.-apresentei-os,me tocando.
-Oi,muito prazer!-disse Bia.
-Oi dona!-disse Pedro.
-Bem...fui eu mesma que ouvi!Mas como vocês ficaram sabendo?-estranhou ela.
-É que um amigo nosso leu na internet uma matéria dizendo que um dos vizinhos ouviu vozes,essas coisas.-expliquei.
-Ah sim,foi mesmo.Veio a polícia e logo chegou a imprensa aí também!Mas eu ainda não fui interrogada pelos policiais.-explicou ela.
-Ah tá...mas você pode dizer alguma coisa sobre isso pra nós?-perguntei,com esperanças.
-Claro,entrem aí!-disse ela,abrindo a porta.
Entramos e ela nos convidou pra sentar:
-Podem sentar,fiquem à vontade!Querem beber alguma coisa?-perguntou.
-Não,brigado!-disse eu,sentando no sofá junto com Bia e Pedro.
-Então eu vou contar pra vocês o que eu vi e ouvi aqui.-disse ela,inciando o assunto.
-Aham,pode dizer!-disse Beatriz.
-Bom...foi uma noite tranquila né,como as outras.Deu umas onze e meia da noite,mais ou menos,e eu fui dormir.Aí,eu escutei uns barulhos aí na casa do lado...tipo umas coisas quebrando sabe?Mas eu pensei que era normal...e é normal mesmo quebrar coisas dentro de casa né.Depois eu ouvi uma voz...acho que de homem...bom,pra falar a verdade não dava pra ver se era de mulher ou de homem,mas era meia grossa,grave sabe...enfim,a voz disse: "Fala logo onde tão os cristais!Se não dizer,você vai morrer!".Nisso,seu avô acho que ja tava passando mal.Não sei se ele respondeu!Aí,eu achei estanho né,e liguei pra polícia!Mas já era tarde demais.Olhei na janela e vi duas pessoas,assim...os dois de preto.Um deles,ou delas né...era mais magro.O outro era mais forte.Dava pra ver que um deles,o mais forte,era homem.Mas o mais magro não deu pra ver...a roupa era muito folgada,não dava pra ver se tinha seios.Aí,depois a polícia chegou...invadiu a casa e encontrou se avô lá no chão...pálido,muito pálido.E é isso que eu vi e sei.-explicou ela,se lembrando de cada momento que falava.
-Meu Deus!-exclamou Bia.
-Nossa...muito obrigado moça!Brigado mesmo...você nos ajudou e muito!-agradeci.
-Não foi nada!Ele era seu avô...eu entendo que você queira encontrar o assassino e tudo mais...mas não se envolve com isso garoto!Todos vocês,não se envolvam com isso!Tem gente muito perigosa nisso!Deixa esse trabalho pra polícia.Vocês tem a vida toda pela frente meus anjos,não desperdicem ela.-aconselhou a moça.
-Desculpa...mas agente precisa fazer isso!Nós não vamos aguentar ficar parados enquanto aquela gente ruim que matou nosso vô tá aí...solto,e pode fazer mal pra mais gente!Ou até pra nós mesmos!Até pra você!Você e esse bebezinho que você ta gerando dentro de você!-disse Beatriz.
-Bem...você está certa!Eu vou reforçar a segurança dessa casa!Mas se cuidem!Se cuidem mesmo!E fico feliz em ter ajudado vocês!-disse a moça.
-Valeu moça!Como é o seu nome mesmo?-perguntou Pedro.
-Meu nome é Sabrina.-respondeu a moça.
-Então,brigado dona Sabrina!Agente ja vai!-despediu-se Pedro.
-Tá bem!Tchau rapaz!Tchau pra todos vocês!Fiquem com Deus!-disse ela,despedindo-se.
-Tchau!Obrigada!-despediu-se Bia.
-Olha...não comente com ninguém que agente passou por aqui!Se os bandidos ficarem sabendo,nós todos estamos em risco!E se a polícia saber que você disse o que sabe primeiro pra nós,vão pensar que temos alguma coisa com a morte do nosso vô.Então,pra todos os efeitos...nós não nos conhecemos!Nunca nos vimos!E se descobrir alguma coisa,liga nesse número aqui!-disse,entregando pra ela um papel com meu número de celular.
-Ta bem,fica entre nós.Se eu ficar sabendo de mais alguma coisa,eu ligo.-disse Sabrina.
Então,eu sorri e nós saímos.
-Nossa,isso que ela disse vai ajudar muito agente!-disse Beatriz.
-É...Nossa,quando eu imagino a cena do vovô morrendo...-disse eu,e solucei.
-Ei,calma cara!Seu vô ta bem!Tá cinquenta vezes melhor que agente que ta aqui nessa terra cheia de maldade!Agente vai achar esse bandido!Agente vai!-disse Pedro,tentando me acalmar.
-Pois é Felipe!O Pedro tá certo!-disse Bia.
-Brigado gente!Brigado mesmo!Nossa...eu tô morrendo de fome!Nem almocei!-disse,olhando para meu relógio que marcava cinco e meia da tarde.
-Tem uma lanchonete aqui perto!Agente pode ir lá!-disse Bia.
Então nós fomos.
Depois de tomar o lanche,voltamos e cada um foi pra suas casas.Quando cheguei na minha casa...minha mãe estava desesperada:
-MEU DEUS FELIPE!AONDE VOCÊ TAVA?QUASE ME MATA DE PREOCUPAÇÃO!VOCÊ NÃO DISSE QUE IA NA ESCOLA E DEPOIS VOLTAVA MEU FILHO?-disse minha mãe,quase chorando.
-Calma mãe!Desculpa.É que eu...hum...eu tava com fome!É,tava com fome...nossa,eu devia ter almoçado antes de ir,bem que a senhora falou!Aí,eu fui almoçar na casa do Pedro,acabei me destraindo e fui jogar video game.Esqueci da hora!Desculpa viu?-menti pela segunda vez naquele dia.
-Tudo bem filho!É que eu tô muito preocupada!-disse ela,e nós nos abraçamos.
A noite caiu.O relógio marcava onze horas.Todos fomos dormir.Foi outra noite difícil de dormir.Fiquei lembrando do vovô e ainda fiquei com medo de os bandidos descobrirem que eu tô querendo colocar eles atrás das grades e que eu ja sei de muita coisa.
Então,ouvi um barulho.Não sei se foi coisa da minha imaginação ou coisa parecida.Mas ouvi.Então,ouvi o barulho de uma das janelas se quebrando.Aí eu entendi:Não era da minha imaginação!Então,dei um salto da cama,desci as escadas,cheguei na sala e dei de cara com uma pessoa vestida de preto com uma mascara do "Jason".Me assustei.

Fim do 4ºCapítulo.
3ºCapítulo

Então,Beatriz ficou me olhando com aquela hora por alguns segundos e logo me respondeu com uma senhora bofetada do lado direito do meu rosto:
-Você tá louco?Como você pode falar isso?
Então,fiquei por alguns momentos olhando para ela e logo me veio um nó na garganta e comecei a chorar.Ela chorou também.Nós nos abraçamos e eu disse:
-Desculpa Bia...eu...eu não queria falar isso,é que eu estou muito abalado com a morte do vovô e ... ai,desculpa mesmo!
-Não,não foi nada...eu também tô muito abalada e já tive várias desconfianças também...cheguei até a pensar que você tinha alguma coisa com a morte do vovô sabia?-disse ela,terminando o abraço.
-O quê?Por que você pensou isso?-disse,surpreendido.
-É,sei lá,tive a impressão de que era você!A hora lá que eu fui beber água sabe...você ficou pensativo,sei lá,ficou estranho!-explicou ela.
Então,olhei pra ela e comecei a rir.Ela estranhou:
-Ué,do que você tá rindo?
-É que...eu também pensei que você tinha alguma coisa a ver com a morte dele nessa hora,na hora que você engoliu seco!-disse eu,contendo o riso.
Ela também não conteve o riso e soltou uma gargalhada:
-Nossa,caramba que coisa hein!Então,eu engoli seco aquela hora,justamente porque você ficou estranho!Naquela hora pensei que era você!Olha,desculpa pela bofetada viu?Doeu muito?
-Bom...eu diria que você tem a mão pesadinha viu!-ironizei.
-Desculpa,desculpa mesmo!Eu não devia ter dado bofetada nenhuma...fiquei sem palavras na hora que você falou isso!-disse ela.
-Não,não foi nada!Ah,e me desculpa por ter desconfiado de você!-disse.
-Ta bem...-descupou-me ela.
Minha mãe interrompeu nossa conversa:
-Felipe,ta na hora de ir!
-Tô indo mãe!-respondi.
-Então...tchau Lipe,e desculpa mais uma vez né!-disse ela,dando um beijo no meu rosto.
-Tchau Bia!-devolvi o beijo.
Então,todos sairam da sala,e cada um entrou em seus carros.
-Nossa,eu me surpreendi...eu não tinha nem idéia que o seu Paulo ia me escolher para ser o presidente da empresa!-disse meu pai,dirigindo o carro.
-Nem eu...papai surpreendeu a todos!-disse minha mãe.
-Pois é!Mas eu não sei se vou aceitar...-disse meu pai,pensativo.
-Ué?Por quê?-perguntou minha mãe,franzindo a testa.
-Não sei...eu sendo o presidente da empresa,ia ser como se eu tivesse tomando o lugar do seu pai...sei lá sabe!-refletiu meu pai.
-E é isso que você vai fazer!Tomar o lugar do meu pai!Mas não tomar de roubar,você vai tomar porque ele te deu o lugar!Papai lhe confiou essa missão Carlos,e você tem que cumprir.Ele nunca aceitaria que uma pessoa fosse presidente da empresa contra a vontade dele!Então se ele falou que você vai ser o presidente,você VAI ser o presidente!-disse mamãe,dando um meio sorriso toda vez que falava "papai".
-É...você tá certa!Eu vou dar o melhor de mim pra comandar essa empresa!-disse meu pai,sorrindo.
Chegamos em casa.Ainda eram uma hora da tarde.Decidi ir para a escola justificar minha falta.O Pedro deve estar preocupado.Imagina,um dia eu tô com uma angústia horrível e no outro eu falto na escola.Ele vai pensar que eu morri!Então,falei com minha mãe:
-Mãe,eu vou para a escola!Vou ver o que eu perdi e justificar minha falta pros meus amigos não ficarem preocupados!-expliquei.
-Mas você não vai almoçar?-perguntou minha mãe.
-Vou,eu ainda não tô com fome!Quando eu voltar eu almoço!Tchau!-me despedi.
-Tá bom,mas não demora...se cuida!
Então,fui pra escola.Fui andando mesmo!E que andada...devia ter almoçado antes de ir!Cheguei.Encontrei todos saindo da escola e vi Pedro,que logo me viu também e veio até mim dizendo:
-E aí?Por que você faltou?-disse ele,fazendo aquele famoso "toquinho de amigos".
-É que...(suspirei)...meu vô faleceu!-disse.
-Seu vô?Aquele velho maneiro que tava lá na sua casa no dia do seu aniversário?-disse Pedro,assustado.
-É,ele mesmo!-lamentei.
-Nossa...cara,eu não sei o que dizer...só meus pêsames!De verdade mesmo!-disse ele,sem palavras.
-Brigadão mesmo Pedro!-disse,tentando segurar o choro.
-Mas ele morreu como?Ele era tão forte...dava de dez a zero em muitos muleques de dois metros do terceiro colegial!-estranhou ele.
-Parece que ele morreu envenenado!Não sei quem fez isso cara...-expliquei.
-Nossa,mas seu vô era tão da hora!Quem ia matar ele desse jeito?-disse ele,franzindo a testa.
-Não sei,mas eu tenho uma impressão de que foi alguém da família sabe...-disse,pensativo.
-Nossa...que maldade!-disse Pedro,nervoso.
-É...mas eu vou descobrir quem é ele!E vou fazer apodrecer no xadrez!-disse.
-Isso mesmo cara!E conta comigo,o que você precisar pode me chamar,de verdade!Eu vô te ajudar a achar o bandido!-disse Pedro,decidido.
-Nossa...você não sabe o quanto é bom ouvir isso de você Pedro!Eu preciso mesmo de alguém que me ajude!Dá aqui um abraço!-disse eu,abraçando meu amigo.
-Que é isso!Eu sou seu amigo!Amigos são pra essas coisas!-disse ele,finalizando o abraço.
-Valeu,valeu mesmo!Ixi...eu aqui conversando até esqueci da hora!Eu tenho que ir,to morrendo de fome!-disse.
-Ah,eu também ja to indo!Agente vai conversando!-disse Pedro.
Então,fomos andando até que surgiu na nossa frente o valentão da escola:Rique.Cabelo loiro,olhos azuis,1,82 e chato pra car...caramba!Ele disse:
-Aí Felipe...fiquei sabendo que seu velho morreu!-disse ele,com um sorriso meio sínico.
-Nossa Rique,valeu por lembrar!Agora eu tenho que ir pra casa porque minha mãe ta me esperando!-disse eu,desviando ele.
-Ei,ei,calma!Eu tenho uma coisa importante pra falar com você!-disse Rique,me segurando pelo ombro.
Então,eu virei e disse:
-Ta bom!Fala logo o que voce quer falar porque hoje eu não to afim de aguentar suas palhaçadas!-disse,nervoso.
-Aaaah,que injustiça com o Riquinho!!Logo agora que eu tinha uma coisa do seu vô!Mas já que você não quer saber...eu vou pra casa!Minha mãe tá me esperando também!-disse ele,irônicamente.
-Do meu vô?Fala,fala logo!Por favor!Se é do meu vô eu quero saber!-disse,interessado e curioso.
-Bom...eu sei o possível motivo da morte do seu vô!-disse ele.
-O quê?D..q..e...então fala logo!-gaguejei,embaralhando tudo.
-Seu vô esconde uns cristais azuis,que ninguém sabe onde é!Por isso que o nome da empresa dele é Cristal Azul.Enfim...quem matou ele estava atrás desses cristais!-disse ele,dessa vez sério.
-O quê?E como você sabe disso?-disse,desconfiado.
-Ér...eu li na internet né!Ele deu uma entrevista a alguns meses atrás,justificando o nome da empresa!E lá na matéria também,tava escrito que os vizinhos do seu vô ouviram uma voz,não tava escrito se era de homem ou de mulher,e a voz dizia:"Fala onde tão os cristais!Fala logo!".Tipo chantageando ele,se ele não dissesse,que ia deixar ele morrendo!E foi o que aconteceu!Seu vô agonizou lá por alguns minutos e morreu!-explicou ele.
-Nossa...eu...eu nem sei o que falar!Mas quem fez isso só pode ser alguém da família.Sim,porque aquela mansão do meu vô sempre foi bem vigiada por seguranças...só uma pessoa da família pra poder passar pelos seguranças e fazer a sugerada toda!-disse.
-É,pois é!Bom,o que eu sei eu já falei!Espero que eu tenha te ajudado!-disse ele.
-Claro,me ajudou sim!E muito!Valeu,muito obrigado!Olha,e desculpa a grosseria aí viu?-disse,sem saber o que fazia primeiro...agradecia ou me desculpava.
-Não foi nada!Achei que tinha a obrigação de te ajudar a pegar esse cara!-disse ele.
-É,mas...como você sabe que foi um cara?
-Eu...eu não sei ué!É só...só jeito de dizer mesmo!Mas agora eu tenho que ir!Falô!-disse ele,saindo.
-Caaara,isso que o Rique falou vale ouro!-comemorou Pedro.
-É...exatamente!Agente vai começar a procurar o assassino!E vai ser agora mesmo!Eu vou na casa dos vizinhos do meu vô!E hoje!-disse,decidido e apressado.
-Mas agora?-disse ele.
-É Pedro,quanto antes melhor!Você vai comigo?-disse.
-Claro,agente come alguma coisa no caminho?-perguntou ele,passando a mão na barriga.
-Com certeza,eu também to com fome!Depois agente dá um jeito de explicar pra nossa mãe!Mas antes de ir na casa dos vizinhos dele eu preciso fazer uma coisa!-disse,pensando.
-O quê?-perguntou,confuso.
-Vem comigo!
Então,fomos correndo e chegamos na casa de Bia,que era uns 15 minutos da escola.Bati na porta e ela mesma atendeu:
-Felipe?Pedro?O que vocês tão fazendo aqui?-estranhou ela.
-É que agente descobriu uma coisa muito importante sobre a morte do vovô!E como eu percebi que você também tava atrás do assassino,pensei em chamar você pra ajudar agente nisso!E aí?Você topa?-disse,sendo o mais objetivo possível.
Ela ficou pensando.

Fim do 3ºCapítulo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

2ºCapítulo

-Nossa Vivian,eu tento entender,juro que tento!Mas não consigo imaginar quem e porque mataria o papai assim,desse jeito...-disse Tia Valéria,mãe de Beatriz e Gabriela e irmã da minha mãe.
-Eu também não entendo minha irmã!Papai sempre foi um homem bom,nunca quis o mal de ninguém!Mas,você ficou sabendo como foi que papai foi encontrado?-disse mamãe,com uma cara bem desanimada e chorosa.
-Bom,pelo que os policiais disseram,parece que o vizinho da casa ao lado ouviu alguns barulhos e pedidos de socorro do papai...então,tentaram ajudar,mas quando chegaram aqui,encontraram papai estirado no chão do banheiro.Então,chamaram a polícia...e eles estão aqui até agora.Parece que aconteceu pela madrugada -explicou tia Valéria,também com expressão triste e inconformada.
-Meu Deus...eu...aai -suspirou mamãe,terminando a frase em um abraço choroso em tia Valéria.
Então,depois de muito sofrimento naquela noite cruel,eu,Bia e Gabriela,decidimos dormir.Alguns amigos de vovô foram embora,ficamos só minha família,a família de Bia e a família de tia Laura,que também é filha do vovô.
Quando me deitei,em um dos aconchegantes quartos enormes da mansão de vovô,comecei a me lembrar.Me lembrar dos momentos que passei com ele.Das histórias,das lendas que ele me contava.Me lembrei de uma vez,quando eu era pequenininho,e tinha tido um pesadelo com a mula-sem-cabeça,por causa de um filme que eu assisti.Ele me pegou no colo,me explicou que era tudo uma história.Me explicou de um jeito tão amoroso...me lebro como se fosse hoje.Aquele olhar bondoso e puro,aquele coração do tamanho do mundo... Então,me veio um nó na garganta,que em poucos segundos se transformou em lágrimas geladas e tristes,que deciam pelo meu rosto e molhavam meu travesseiro.Então,depois de algumas horas daquela madrugada de segunda para terça,adormeci...
Amanheceu.O relógio marcavam 8:00h,o que me fez pular da cama,achando que era um dia normal de aula.E era um dia normal de aula mesmo.Só não era um dia normal da minha vida.Então,fui ao banheiro,tomei um banho,me vesti e desci aquelas enormes escadas caracóis.Quando cheguei na sala,lá estavam todos.Então,me apressei e fui ao encontro de minha mãe:
-Bom dia!-disse,abraçando-a.
-Bom dia meu filho!Dormiu bem?-disse ela,com uma expressão aérea.
Então,olhei para ela e meus olhos se encheram de lágrimas.Comecei a chorar novamente.Abracei minha mãe,e ela também chorou.
-O que vai acontecer hoje?-perguntou Gabriela,para Bia.
-Parece que vão ler o testamento...ver o que o vovô deixou para a família.
-Huum,pelo menos uma boa notícia não?-disse Gabriela,com uma frieza tremenda.
-Como você pode pensar nisso agora Gabriela?O vovô morreu ontem,como você pode ser tão...tão fria?
-Beatriz,eu só tô tentando me recuperar.O vovô morreu,mas nós não!Temos que tocar as nossas vidas,não podemos nos enterrar junto a ele!
-Olha,dá licença,eu vou lá conversar com outra pessoa porque eu não tô afim de discutir com você hoje!-disse Bia,indo em direção a mim.
Gabriela revirou os olhos e sentou no grande sofá de couro preto,anciosa para que começasse logo a leitura do testamento.
-E aí,como passou a noite?-perguntou-me Bia,puxando assunto.
-Bem,na medida do possível.Eu só não entendo porque tanta gente aqui ainda!Pensei que todo mundo tivesse ido embora ontem.
-Hoje vai ser a leitura do testamento lá do vovô.Vai ser lá na sala de reuniões da empresa.
-Mas onde está esse testamento?-perguntei,curioso.
-Os policiais,tentando buscar alguma pista lá na empresa,acharam um arquivo no computador dele.Um arquivo que diz tudo lá,o que vai ficar com quem.Parece que esse arquivo tá lá faz uns três anos.Ele tinha comentado sobre isso com a minha mãe ha um tempo atrás.Ele já passou os bens que ele deixou para o nome de cada um.
-Nossa...parecia que ele já sabia que mais cedo ou mais tarde ia acontecer uma coisa assim!Será que ele tava sendo perseguido?-sugeri,franzindo a testa.
-Sei lá...só sei que isso é muita crueldade.E quem matou deve que estava esperando pelo que iria receber.Pode até que o assassino esteja mais perto de nós do que agente pensa...nossa,se eu pudesse eu colocava esse desgraçado na cadeia agora mesmo!-disse ela,revoltada.
-Eu também...e eu já me decidi!Eu vou procurar esse canalha custe o que custar!
-Sério?Bom,mas isso parece perigoso...e não vai ser uma tarefa muito fácil né...
-Exatamente!Por isso eu queria a ajuda de alguém...igual você disse,o assassino esteja aqui perto e que ja tava esperando alguma coisa do vovô,porque não ia matar ele assim,por nada!Eu penso até que...ai,deixa pra lá...
-Não...pode falar!Seja o que for,vai ficar só entre agente mesmo!-disse ela,tentando ganhar minha confiança.
Suspirei:
-Talvez o assassino seja da nossa família!-disse,com medo da frase que saíra da minha boca naquele momento.
Beatriz se assustou,engoliu seco e gaguejou:
-N...não,da nossa família?E...eu acho que não!Olha,eu acho que vou beber uma água...ja volto!-disse ela,saindo.
Eu estranhei a reação da minha prima.Aliás,estranhei muito.Tenho até medo do que passou pela minha cabeça naquele momento,a respeito dela.Então,franzi a testa,sacudi a cabeça,tipo "af,é besteira",e escutei minha mãe me chamar:
-Felipe,vamos!Precisamos ir para a empresa.Vai ser a leitura do testamento agora.
Então,fui e entrei no banco de trás do carro,junto do meu irmão Gabriel.Meus pais foram na frente.
Depois de uma meia hora,chegamos na empresa.Só tinha ido lá uma vez,e faz tempo.É realmente um império gráfico!Seu nome é Cristal azul.Quando chegamos na entrada,passamos por grandes corredores e finalmente chegamos na sala de reuniões.Havia só nós lá.As outras famílias foram chegando depois.Beatriz se sentou ao meu lado,e olhou para mim com um meio sorriso.Eu,ainda desconfiado,retribuí o sorriso e pus-me a pensar...Será que ela tinha alguma coisa a ver com a morte do vovô?Sim,é um pensamento maluco,mas...a reação dela naquele momento,na sala me fez pensar em muitas coisas...aliás,faria qualquer um pensar em coisas até piores do que eu pensei...Um silêncio profundo tomou conta do lugar.Mas não durou muito,pois foi quebrado por tia Laura,chamando minha mãe para se juntar às irmãs para decidir quem seria o leitor do testamento.Fora decidido que não seria prudente que nenhuma das três irmãs lessem.Então,papai foi escolhido para ser o leitor.Então,ele subiu em um "palcozinho" que havia na sala de reuniões,e cuidadosamente abriu o netbook onde estava escrito o testamento:
-Bom,pelo que eu estou vendo aqui,o testamento foi escrito a mão pelo seu Paulo,e escaneado para ser guardado com mais segurança.Então,vou iniciar a leitura...

" Vou ser breve neste testamento.Dizer apenas o que devo dizer.Primeiramente,vou tratar da empresa.A Cristal azul,será separada em ações.23% das ações eu deixo com a família de Laura.23% eu deixo com a família de Valéria.O restante(54%),ficará com a família de Vivian.A maioria fica com essa família,não por eu amar mais eles do que as outras famílias,mas sim porque eu acho que Carlos se encaixa melhor para ser o dono da empresa,o administrador!Mas em compensação,o apartamento de praia no Guarujá e a cantina em frente a praia ficará no comando,Laura,e o casarão em Ilha Comprida fica com a família de Valéria.Bem,e o dinheiro que era por mim guardado no banco,ficará reservado para os estudos de meus netos:Felipe e Gabriel,filhos de Vivian.Beatriz e Gabriela,filhas de Valéria,e Victor,Marcela e Jaqueline,filhas de Laura.Bem,o documento oficial do que foi dito aqui está guardado em um cofre atrás do quadro que tenho no meu quarto,para que seja oficializado tudo na justiça.A senha do cofre,está guardada em um papel dentro da gaveta da minha estante.E falando na minha casa,ela ficará para todos!Para passar férias,e outras coisas.Espero que todos estejam satisfeitos com minha divisão,pois fiz com muito amor,carinho e competencia.E assim termino meu testamento."

- E é isso!Tudo que foi dito pelo Seu Paulo foi lido agora!Depois nós oficializaremos tudo na justiça direitinho,advogados vão nos auxiliar,e .. é isso!
Bem,fiquei feliz com a decisão do vovô.Diferente de Gabriela,que ficou uma cara feia quando foi dito que ficaria apenas 23% das ações da empresa com a família dela.E por falar em Gabriela...eu ainda estava atomentado com aquela pulga que estava atrás da minha orelha.Bem,achei melhor perguntar para Beatriz e acabar logo com esse tormento.Era hora de sair.Todos levantaram e estavam saindo da sala.Eu,suando frio...toquei no braço de Bia,que logo olhou para mim com uma cara tipo "que foi?".Então,tomei corajem e disse:
-Beatriz,eu preciso fazer uma pergunta para você!Uma coisa muito séria,e espero que você não me interprete mal!
-Ué,pode perguntar!-disse ela,curiosa.
-Não vou falar muito,vou direto no assunto...eu quero saber se você tem alguma coisa a ver com a morte do vovô!
Ela me olhou com uma cara assustada.

Fim do 2ºCapítulo.
1ºCapítulo

Eram duas horas da manhã.Rolava de um lado para o outro da cama e não conseguia dormir.Não sei se foi pelos dois X-burgers que eu comi antes de deitar ou porque eu estava tendo um precentimento.Sim,todas as vezes que eu fico assim é porque vai acontecer alguma coisa.E o pior:eu nunca consigo saber o que é.Acho que herdei isso da minha mãe...
Então,cansado de ficar me mexendo na cama,decidi ir para a sala para assistir um pouco de tv e ver se o meu sono chegava.Quando cheguei na sala,e encostei o dedo no botão da minha tv de plasma,42",minha mãe tocou no meu ombro,me assustando:
-Felipe,meu filho...o que aconteceu?Você nunca levanta essa hora da madrugada para assistir tv...-disse minha mãe,preocupada.
-É que...é que...
-Está acontecendo denovo não é?
-Acontecendo o que mãe?
-Hora,não se faça de bobo!-disse ela,sentando-se comigo no sofá.
-Tá bem,tá bem!É,aconteceu denovo.Mãe,eu estou sentindo uma insônia estranha,um aperto no peito...e ja fazem uns dias que eu estou tendo uns pesadelos estranhos!-disse,passando a mão no meu peito.
-Ai meu filho...eu tenho muito medo do que pode acontecer.Você sabe que todas as vezes que nós temos esses precentimentos estranhos,é porque vai acontecer alguma coisa!-disse ela,com uma voz meia chorosa.
-Ei,ei,ei...calma mãe!Não vai acontecer nada,fique tranquila...-menti,abraçando ela.
-Bom,se for acontecer,tomara que não seja nada grave!-disse,ela deixando cair uma lágrima.
-Calma dona Vivian!Vamos pensar positivo...positivo!-disse.
-É meu filho,eu espero que você esteja certo!Espero!-disse ela,me abraçando mais forte ainda.
-E eu estou mãe!Eu tenho... certeza disso-disse eu,mentindo para deixá-la mais tranquila.
-É filho!Bom,eu acho melhor agente ir dormir!-disse ela,levantando-se.
-É mãe,senão amanhã agente não vai aguentar nem levantar né-disse eu,com um meio-sorriso.
Ela riu e nós fomos cada um para o seu quarto.
Então,quando deitei continuei sentindo aquele aperto no peito...mas tentei relaxar e dormir,afinal,ninguém aqui é vidente...apenas temos precentimentos que às vezes estão completamente errados.
O dia amanheceu,e o meu maior inimigo me acordou:meu despertador.Então,levantei e desliguei aquela porcaria que marcava 6:00AM.É...relógio velho marca assim mesmo!Então,levantei e fui até a cozinha.Minha mãe,que preparava o café,sorriu para mim.Então,fui até o banheiro e comecei a tomar banho,e durante o banho,ainda continuei a sentir aquele aperto.Meu Deus,quando isso ia acabar?Que angústia...
Me arrumei,e minha mãe me esperava com o carro lá fora.Bem,minha casa é um sobrado todo laranja com janelas e portões brancos.Dez cômodos tirando os banheiros.É...tenho boas condições de vida!
Entrei no carro,que em cinco minutos me levou para a frente da escola.Então,me despedi da minha mãe e fui ao encontro do meu amigo Pedro.Bom,o Pedro é legal...tem a minha idade(16),1,75...cabelo preto,pele morena clara e olhos mel.Ele é o meu melhor amigo!
-E aí?Como cê tá?-disse Pedro.
-É,eu tô mais ou menos...-disse.
-Ué,por quê?
-É,você sabe que eu sinto aquelas coisas chatas de vez em quando né?
-O quê?Aquele caloor quando vê a sua priminha Beatriz?
-Dãa,bobão!-disse,dando um tapa na cabeça de Pedro.-Mas falando sério agora...eu tô sentindo que alguma coisa de ruim vai acontecer!Não sei se é com a minha família,comigo,com alguma coisa minha,sei lá...
-Tsk,aaah...esquece isso!Você sempre teve essas coisas e às vezes não é nada!-disse ele,usando a experiência de cinco anos de amizade.
-É né...
-Ei,não fica assim...aproveita seus 1,78,seus olhos verdes,cabelo preto e essa cara branquela que as garotas adoram,e fica com uma aí!É o melhor jeito de esquecer,experiência própria...-disse ele,querendo me animar.
-É claro né,agente não pode beber pra esquecer os problemas...então vamos pegar menina né?-disse eu,tirando uma gargalhada do meu amigo.
O sinal tocou,e tivemos que subir para a sala de aula.E adivinha de quem era a primeira aula?Daquele chato do João...de matemática.Sentei na minha ultima carteira,ao lado de Pedro,peguei o livro e fingi que estava fazendo a lição.Fingi,isso mesmo!Odeio matemática,e odeio ainda mais esse professor chato que não para de falar!Depois eu só pesquiso na internet,entrego e ganho nota!É,comigo é assim.
Passaram-se cinco horas e meia de aula,e finalmente o sinal da saída tocou.Fui com Pedro até minha casa,conversando e tentando esquecer aquele aperto.Cheguei.Me despedi dele e entrei na minha casa.Quando entrei na sala,estava minha mãe desesperada e chorando no telefone.
-Não...NÃAO,não pode ser!!!Meu pai?-e "pai" foi a ultima palavra que ela disse,antes de desmaiar.
Eu,preocupado...peguei ela no colo e levei para o quarto dela.Então,deitei-a naquela cama enorme e macia,com uma colcha branca,sem uma sujeirinha.Então,esperei uns cinco minutos e ela despertou:
-Filho?-disse ela,logo me abraçando.
-É mãe,o que aconteceu?
-Seu...seu avô meu filho!Ele...ele faleceu!-disse ela,chorando muito.
Eu fiquei sem chão.Logo um soluço de choro veio a tona em minha garganta.Deixei cair uma lágrima e disse:
-O quê?Como assim mãe,não pode ser!O vovô...ele...
-É meu filho,ele era forte!Mas parece que ele foi envenenado!
-Como?Envenenado?-disse eu,confuso e ao mesmo tempo pensando "quem faria isso?".
Ela só fez sim com a cabeça e me abraçou mais forte e começou a chorar mais.Eu então,retribuí o abraço e comecei a chorar também.
Anoiteceu...meu pai chegou e disse desanimado:
-Bom pessoal...parece que a polícia está lá na casa do seu Paulo e eu estou indo lá pra dar um apoio pro pessoal!
-Carlos,eu vou também!-disse minha mãe.
-Não dá pra você ir!Você tem que ficar em casa,daqui a pouco o Gabriel chega da creche!
-Pai,é só falar pra perua entregar ele lá na casa do vovô!Eu vou também!É meu avô e minha família,nós temos o direito de ir e dar um apoio!-disse.
-Está bem,eu ligo para a perua e aviso.Vamos!Se troquem que daqui a dez minutos nós saímos!-disse meu pai,subindo as escadas que dão para os quartos da casa.
Então,eu abracei minha mãe e subimos também.
Passaram-se uma hora e chegamos na casa de meu avô.Lá estava toda a família da minha mãe,inclusive aquela minha prima,a Bia,que o Pedro falou.Logo que entrei,ela veio me abraçar.Bom,a Beatriz é muito legal!Ela tem 16 anos, 1,65...cabelos lisos e pretos,olhos castanho claro e pele branca.Ela é linda!Tem um corpo perfeito.Eu tenho uma quedinha por ela...ou melhor,tenho um quedão mesmo!Mas nunca falei nada pra ela porque tenho medo de estragar a nossa amizade,e tal...bom,a Beatriz mora com os pais dela e com a irmã,Gabriela.Bom,a Gabriela é legal...só que ela é meia rebelde.Ela tem 17, o cabelo preto também,cabelo enorme...1,68 pele branca e olhos verdes.Ela também é linda.Bom,além delas estavam meus tios,minhas tias,primos e todo mundo que é da família do meu vô.Todos estavam muito tristes.
-Nossa,como foi acontecer isso?-disse Beatriz,deixando cair algumas lágrimas.
-É,eu...eu não sei!O vovô era um cara tão legal,quem teria corajem de envenenar ele?-disse.
-É,ele era um cara muito legal,mas muito rico também!Quem matou ele estava interessado na grana,ou coisa parecida.Pode ser que seja alguém lá da empresa que ele é dono!-disse Gabriela,entrando na conversa.
-Eu não sei...só sei que é uma perda muito grande!Eu amava o vovô!-disse Bia,olhando para o lado,tentando esconder um pouco o choro.
-Calma Bia...aonde quer que esteja o vovô,ele está bem,pode ter certeza!-disse Gabriela,abraçando a irmã.
-É Bia,ele deve estar feliz com certeza!-disse eu.
Foi uma longa e triste noite.Policiais interrogando,todo mundo chorando...foi uma noite difícil.Aliás,foi um dia difícil.Eu amava muito o meu avô,ou melhor...amo o meu avô!E não vou ficar parado!Eu vou descobrir quem matou ele,e quem fez isso...vai para atrás das grades!

Fim do 1ºCapítulo.