1ºCapítulo
Eram duas horas da manhã.Rolava de um lado para o outro da cama e não conseguia dormir.Não sei se foi pelos dois X-burgers que eu comi antes de deitar ou porque eu estava tendo um precentimento.Sim,todas as vezes que eu fico assim é porque vai acontecer alguma coisa.E o pior:eu nunca consigo saber o que é.Acho que herdei isso da minha mãe...
Então,cansado de ficar me mexendo na cama,decidi ir para a sala para assistir um pouco de tv e ver se o meu sono chegava.Quando cheguei na sala,e encostei o dedo no botão da minha tv de plasma,42",minha mãe tocou no meu ombro,me assustando:
-Felipe,meu filho...o que aconteceu?Você nunca levanta essa hora da madrugada para assistir tv...-disse minha mãe,preocupada.
-É que...é que...
-Está acontecendo denovo não é?
-Acontecendo o que mãe?
-Hora,não se faça de bobo!-disse ela,sentando-se comigo no sofá.
-Tá bem,tá bem!É,aconteceu denovo.Mãe,eu estou sentindo uma insônia estranha,um aperto no peito...e ja fazem uns dias que eu estou tendo uns pesadelos estranhos!-disse,passando a mão no meu peito.
-Ai meu filho...eu tenho muito medo do que pode acontecer.Você sabe que todas as vezes que nós temos esses precentimentos estranhos,é porque vai acontecer alguma coisa!-disse ela,com uma voz meia chorosa.
-Ei,ei,ei...calma mãe!Não vai acontecer nada,fique tranquila...-menti,abraçando ela.
-Bom,se for acontecer,tomara que não seja nada grave!-disse,ela deixando cair uma lágrima.
-Calma dona Vivian!Vamos pensar positivo...positivo!-disse.
-É meu filho,eu espero que você esteja certo!Espero!-disse ela,me abraçando mais forte ainda.
-E eu estou mãe!Eu tenho... certeza disso-disse eu,mentindo para deixá-la mais tranquila.
-É filho!Bom,eu acho melhor agente ir dormir!-disse ela,levantando-se.
-É mãe,senão amanhã agente não vai aguentar nem levantar né-disse eu,com um meio-sorriso.
Ela riu e nós fomos cada um para o seu quarto.
Então,quando deitei continuei sentindo aquele aperto no peito...mas tentei relaxar e dormir,afinal,ninguém aqui é vidente...apenas temos precentimentos que às vezes estão completamente errados.
O dia amanheceu,e o meu maior inimigo me acordou:meu despertador.Então,levantei e desliguei aquela porcaria que marcava 6:00AM.É...relógio velho marca assim mesmo!Então,levantei e fui até a cozinha.Minha mãe,que preparava o café,sorriu para mim.Então,fui até o banheiro e comecei a tomar banho,e durante o banho,ainda continuei a sentir aquele aperto.Meu Deus,quando isso ia acabar?Que angústia...
Me arrumei,e minha mãe me esperava com o carro lá fora.Bem,minha casa é um sobrado todo laranja com janelas e portões brancos.Dez cômodos tirando os banheiros.É...tenho boas condições de vida!
Entrei no carro,que em cinco minutos me levou para a frente da escola.Então,me despedi da minha mãe e fui ao encontro do meu amigo Pedro.Bom,o Pedro é legal...tem a minha idade(16),1,75...cabelo preto,pele morena clara e olhos mel.Ele é o meu melhor amigo!
-E aí?Como cê tá?-disse Pedro.
-É,eu tô mais ou menos...-disse.
-Ué,por quê?
-É,você sabe que eu sinto aquelas coisas chatas de vez em quando né?
-O quê?Aquele caloor quando vê a sua priminha Beatriz?
-Dãa,bobão!-disse,dando um tapa na cabeça de Pedro.-Mas falando sério agora...eu tô sentindo que alguma coisa de ruim vai acontecer!Não sei se é com a minha família,comigo,com alguma coisa minha,sei lá...
-Tsk,aaah...esquece isso!Você sempre teve essas coisas e às vezes não é nada!-disse ele,usando a experiência de cinco anos de amizade.
-É né...
-Ei,não fica assim...aproveita seus 1,78,seus olhos verdes,cabelo preto e essa cara branquela que as garotas adoram,e fica com uma aí!É o melhor jeito de esquecer,experiência própria...-disse ele,querendo me animar.
-É claro né,agente não pode beber pra esquecer os problemas...então vamos pegar menina né?-disse eu,tirando uma gargalhada do meu amigo.
O sinal tocou,e tivemos que subir para a sala de aula.E adivinha de quem era a primeira aula?Daquele chato do João...de matemática.Sentei na minha ultima carteira,ao lado de Pedro,peguei o livro e fingi que estava fazendo a lição.Fingi,isso mesmo!Odeio matemática,e odeio ainda mais esse professor chato que não para de falar!Depois eu só pesquiso na internet,entrego e ganho nota!É,comigo é assim.
Passaram-se cinco horas e meia de aula,e finalmente o sinal da saída tocou.Fui com Pedro até minha casa,conversando e tentando esquecer aquele aperto.Cheguei.Me despedi dele e entrei na minha casa.Quando entrei na sala,estava minha mãe desesperada e chorando no telefone.
-Não...NÃAO,não pode ser!!!Meu pai?-e "pai" foi a ultima palavra que ela disse,antes de desmaiar.
Eu,preocupado...peguei ela no colo e levei para o quarto dela.Então,deitei-a naquela cama enorme e macia,com uma colcha branca,sem uma sujeirinha.Então,esperei uns cinco minutos e ela despertou:
-Filho?-disse ela,logo me abraçando.
-É mãe,o que aconteceu?
-Seu...seu avô meu filho!Ele...ele faleceu!-disse ela,chorando muito.
Eu fiquei sem chão.Logo um soluço de choro veio a tona em minha garganta.Deixei cair uma lágrima e disse:
-O quê?Como assim mãe,não pode ser!O vovô...ele...
-É meu filho,ele era forte!Mas parece que ele foi envenenado!
-Como?Envenenado?-disse eu,confuso e ao mesmo tempo pensando "quem faria isso?".
Ela só fez sim com a cabeça e me abraçou mais forte e começou a chorar mais.Eu então,retribuí o abraço e comecei a chorar também.
Anoiteceu...meu pai chegou e disse desanimado:
-Bom pessoal...parece que a polícia está lá na casa do seu Paulo e eu estou indo lá pra dar um apoio pro pessoal!
-Carlos,eu vou também!-disse minha mãe.
-Não dá pra você ir!Você tem que ficar em casa,daqui a pouco o Gabriel chega da creche!
-Pai,é só falar pra perua entregar ele lá na casa do vovô!Eu vou também!É meu avô e minha família,nós temos o direito de ir e dar um apoio!-disse.
-Está bem,eu ligo para a perua e aviso.Vamos!Se troquem que daqui a dez minutos nós saímos!-disse meu pai,subindo as escadas que dão para os quartos da casa.
Então,eu abracei minha mãe e subimos também.
Passaram-se uma hora e chegamos na casa de meu avô.Lá estava toda a família da minha mãe,inclusive aquela minha prima,a Bia,que o Pedro falou.Logo que entrei,ela veio me abraçar.Bom,a Beatriz é muito legal!Ela tem 16 anos, 1,65...cabelos lisos e pretos,olhos castanho claro e pele branca.Ela é linda!Tem um corpo perfeito.Eu tenho uma quedinha por ela...ou melhor,tenho um quedão mesmo!Mas nunca falei nada pra ela porque tenho medo de estragar a nossa amizade,e tal...bom,a Beatriz mora com os pais dela e com a irmã,Gabriela.Bom,a Gabriela é legal...só que ela é meia rebelde.Ela tem 17, o cabelo preto também,cabelo enorme...1,68 pele branca e olhos verdes.Ela também é linda.Bom,além delas estavam meus tios,minhas tias,primos e todo mundo que é da família do meu vô.Todos estavam muito tristes.
-Nossa,como foi acontecer isso?-disse Beatriz,deixando cair algumas lágrimas.
-É,eu...eu não sei!O vovô era um cara tão legal,quem teria corajem de envenenar ele?-disse.
-É,ele era um cara muito legal,mas muito rico também!Quem matou ele estava interessado na grana,ou coisa parecida.Pode ser que seja alguém lá da empresa que ele é dono!-disse Gabriela,entrando na conversa.
-Eu não sei...só sei que é uma perda muito grande!Eu amava o vovô!-disse Bia,olhando para o lado,tentando esconder um pouco o choro.
-Calma Bia...aonde quer que esteja o vovô,ele está bem,pode ter certeza!-disse Gabriela,abraçando a irmã.
-É Bia,ele deve estar feliz com certeza!-disse eu.
Foi uma longa e triste noite.Policiais interrogando,todo mundo chorando...foi uma noite difícil.Aliás,foi um dia difícil.Eu amava muito o meu avô,ou melhor...amo o meu avô!E não vou ficar parado!Eu vou descobrir quem matou ele,e quem fez isso...vai para atrás das grades!
Fim do 1ºCapítulo.
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